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Conceber o sistema para definir a rentabilidade

Conceber o sistema para definir a rentabilidade

Numa central fotovoltaica de grande escala, cada decisão de conceção acaba por se refletir num único indicador: o custo nivelado da energia (LCOE). Uma maior eficiência, um dimensionamento adequado e a segurança de um sistema estável não são meros detalhes técnicos, mas sim variáveis que determinam o retorno do projeto.

É neste contexto que a Sigenergy desenvolveu a sua Utility PV Solution, uma proposta integrada para o segmento utility, estruturada em torno de três pilares: LCOE, segurança do sistema e eficiência na operação e manutenção.

 

Duas arquiteturas para diferentes tipos de projeto

O mais interessante na proposta da Sigenergy é que não se concretiza num único produto, mas sim em dois ecossistemas de tensão AC que respondem a diferentes perfis de projeto, embora partilhem a mesma filosofia de conceção.

 

Ecossistema H2: a evolução para 800 Vac

A linha H2 funciona a 800 Vac e é a solução mais diretamente comparável com aquilo que o mercado utility conhece e especifica atualmente.

É composta pelos inversores Sigen PV 400H2 e Sigen PV 370H2, com potências nominais de 360 e 333 kW, respetivamente, e catorze seguidores MPPT, uma configuração assente em tensões de rede dentro da gama convencional e numa infraestrutura de proteção standard.

A estação transformadora compatível é a SigenMVT 4000H2 / 9000H2, que opera com entrada a 800 V e fornece 4.320 e 9.360 kVA, consoante o modelo.

Em suma, trata-se de uma solução sólida e comprovada para quem pretende incorporar a proposta da Sigenergy sem alterar os critérios habituais de conceção do projeto.

 

O salto para 1.000 Vac: menor custo do Balance of System

O verdadeiro salto surge com o ecossistema de 1.000 Vac, sendo precisamente aqui que se concentra a proposta de valor diferenciadora.

O Sigen PV 500H1 é o inversor que serve de base a esta gama: 460 kW de potência nominal, até 506 kVA de potência aparente máxima, saída AC a 1.000 Vac e dezoito seguidores MPPT, posicionando-se entre os inversores string de maior potência atualmente disponíveis.

Aumentar a tensão de saída de 800 para 1.000 Vac não é apenas um detalhe da ficha técnica, mas sim uma decisão com consequências económicas concretas. Transportar a mesma potência a uma tensão superior permite reduzir a corrente e, consequentemente, a secção dos cabos necessários, traduzindo-se em menos cobre, menos valas e menos horas de instalação.

Numa central de grande dimensão, essa redução do Balance of System reflete-se tanto no CapEx como nos prazos de construção. A isto junta-se o facto de concentrar cerca de 500 kWp por inversor, em comparação com os 370 ou 400 do ecossistema H2, reduzindo o número de equipamentos instalados e simplificando o desenho do campo fotovoltaico, a cablagem e a posterior logística de manutenção.

A estação transformadora que acompanha esta linha é a SigenMVT 4000H1 / 9000H1, com entrada a 1.000 V e saída em média tensão configurável entre 10 e 36 kV. O modelo de 9.200 kVA, com dupla entrada ACB, permite alimentar até vinte unidades do Sigen PV 500H1 por estação, demonstrando a elevada densidade de potência que o sistema consegue atingir.

 

Segurança no lado DC

Independentemente da tensão escolhida, ambos os ecossistemas partilham aquele que é, provavelmente, o argumento mais relevante para quem irá operar a central: a fiabilidade do lado DC, historicamente o ponto onde as avarias são mais difíceis de localizar e mais dispendiosas em termos de paragens.

A Sigenergy integra nos seus inversores uma proteção AFCI, com um alcance de deteção de arco elétrico até 500 metros, capaz de cobrir toda a extensão do string, bem como a localização de falhas de isolamento ao nível do MPPT, melhorando significativamente a precisão relativamente aos métodos convencionais e reduzindo drasticamente o tempo necessário para localizar o problema.

A estas funcionalidades juntam-se a proteção contra inversão de polaridade com controlo de corrente melhorado, concebida para evitar o risco de incêndio sem comprometer a margem de operação segura, e a deteção de sobreaquecimento tanto nos terminais AC como DC.

 

Digitalização e operação da central

A mesma abordagem estende-se à camada digital, comum a toda a gama:

  • O Sigen CommBox integra datalogger e módulo Anti-PID num único equipamento com grau de proteção IP66.
  • O Sigen Logger gere até 160 dispositivos através de PLC duplo e conectividade por fibra ótica.

Toda a informação converge na plataforma Sigen Cloud e na aplicação mySigen, que permitem realizar inspeções georreferenciadas, registar intervenções em campo e acompanhar o estado da central em tempo real.

 

Armazenamento para projetos híbridos

Para projetos que integrem armazenamento, a Sigenergy completa a solução com o SigenTerra, um sistema de armazenamento utility com capacidade de 6.262 kWh, instalado num contentor de vinte pés, equipado com células LiFePO4, refrigeração líquida e proteção IP55.

Com tensão de funcionamento de 690 V, foi concebido para elevação para média tensão através da estação SigenMVT 6000H3-ES, especificamente desenvolvida para integração com sistemas BESS e capaz de fornecer 6.400 kVA a 45 °C.

É a peça que fecha o ciclo e permite desenvolver projetos híbridos de produção e armazenamento sob um único fornecedor e uma única arquitetura de controlo.

 

Disponibilidade

A gama utility da Sigenergy está disponível através da Bet Solar.

Se necessita de apoio técnico para avaliar qual a configuração que melhor se adapta ao seu projeto, estamos ao seu dispor.

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