
LONGi é reconhecida pela transparência na cadeia de abastecimento e pela liderança em sustentabilidade
A LONGi foi reconhecida como uma empresa de referência em sustentabilidade e recebeu o prémio de Empresa Inovadora do Ano na Gala ESG China 2026, realizada a 11 de abril. Este reconhecimento surge na sequência da obtenção de uma pontuação de 72 na Avaliação de Sustentabilidade Corporativa da S&P Global, que coloca a empresa entre os 4 % mais bem classificados da indústria global de semicondutores e equipamentos para semicondutores.
Durante o evento, o diretor de Tecnologia da LONGi, Li Zhenguo, explicou como a estratégia ESG integrada da empresa responde aos desafios do setor através da inovação tecnológica e da transparência verificável da cadeia de abastecimento.
Este reconhecimento reflete uma tendência crescente na indústria solar, na qual o desempenho ESG, a transparência da cadeia de abastecimento e as emissões ao longo do ciclo de vida influenciam cada vez mais as decisões de compra e a avaliação de projetos, sobretudo na Europa.
Descarbonização através da tecnologia de contacto traseiro e da eficiência na utilização do solo
A inovação tecnológica desempenha um papel fundamental na descarbonização e na transição energética. A tecnologia de contacto traseiro (BC) da LONGi aumenta a eficiência de conversão até 6 % em comparação com os produtos convencionais, permitindo uma maior densidade energética e uma utilização mais eficiente do solo em projetos solares de grande escala.
Esta melhoria da eficiência permite otimizar significativamente a utilização do solo. Para apoiar uma transição energética global de 10 terawatts, a adoção da tecnologia BC poderá reduzir as necessidades de terreno em aproximadamente 10.000 quilómetros quadrados.
Esta maior densidade energética é particularmente relevante para os promotores de projetos europeus, que enfrentam regulamentações rigorosas em matéria de utilização do solo e procuram maximizar o desempenho das instalações solares, tanto de grande escala como distribuídas.
O balanço energético do ciclo de vida solar supera 100 vezes em 30 anos
O valor ambiental da tecnologia fotovoltaica é cada vez mais avaliado através da análise do ciclo de vida. A LONGi documenta o consumo e a produção de energia ao longo de todo este ciclo, proporcionando uma base transparente para avaliar a pegada de carbono e a produção energética a longo prazo.
«A produção de uma célula, desde as matérias-primas, passando pelo polissilício, pela extração do lingote e pelo corte da bolacha, até à montagem final da célula e do módulo, requer aproximadamente dois quilowatts-hora de eletricidade. No entanto, ao longo da sua vida útil de 30 anos, este módulo irá gerar 235 quilowatts-hora de energia. Isto representa uma amplificação energética superior a cem vezes», afirmou Li Zhenguo.
Li Zhenguo, diretor de Tecnologia da LONGi, recebe um prémio na Gala ESG China.
Este desempenho é complementado por uma redução de 37 % nas emissões operacionais e por uma quota de energia renovável de 47,5 % nas instalações de produção da empresa.
Estes indicadores proporcionam uma base transparente para os parceiros institucionais que realizam avaliações do ciclo de vida e elaboram relatórios sobre as emissões de Âmbito 3, de acordo com referenciais como o IFRS S2 e a diretiva CSRD.
Inovação tecnológica e proteção da vantagem competitiva num mercado solar cada vez mais exigente
A indústria solar enfrenta uma pressão competitiva constante, impulsionada pela rápida evolução tecnológica e pelo desenvolvimento contínuo de novos produtos. Neste contexto, a capacidade de inovar já não é suficiente por si só. As empresas também precisam de proteger os seus avanços para manterem uma vantagem competitiva a longo prazo.
Durante a Gala ESG China 2026, Li Zhenguo abordou diretamente este desafio, salientando que a inovação tecnológica deve ser viável e estar devidamente protegida para continuar a produzir resultados ao longo do tempo.
«Para contrariar a hipercompetição, é necessário recorrer à inovação tecnológica para permanecer na vanguarda. Mas a inovação, por si só, não é suficiente: também tem de ser defensável», afirmou Li.
Para ilustrar esta abordagem, apresentou quatro pilares estratégicos que a LONGi estabeleceu para proteger e manter a sua liderança tecnológica:
-
Proteção da propriedade intelectual: uma estratégia estruturada de patentes garante proteção jurídica a longo prazo e salvaguarda a inovação.
-
Colaboração com fornecedores: relações estreitas e acordos exclusivos com fornecedores estratégicos contribuem para assegurar um acesso estável a materiais críticos.
-
Confidencialidade dos processos: os conhecimentos essenciais de fabrico são protegidos através de processos de produção internos e controlados.
-
Experiência técnica: o investimento contínuo em profissionais qualificados reforça as capacidades de investigação e desenvolvimento.
Segundo Li, estes elementos são essenciais para enfrentar os ciclos da indústria e manter a estabilidade num ambiente altamente competitivo.
Numa perspetiva ESG, esta abordagem vai além da própria inovação tecnológica. Contribui também para reforçar a fiabilidade da cadeia de abastecimento, as estruturas de governação e a resiliência operacional a longo prazo, aspetos cada vez mais relevantes para os promotores de projetos e os investidores na avaliação dos seus parceiros do setor solar.


